sábado, 18 de julho de 2015

E foi assim... que falei da Umbanda!



Por Marcelo Gomes, Mais Um na Banda!

No começo deste mês, lembrando que escrevo este em Julho de 2015, fui a um órgão publico da cidade de Embú das Artes para entregar algumas documentações e lá ao chegar fui tomar um cafezinho naquelas barracas que comercializam estes produtos, enfim, após ser servido comecei a e constranger com a forma que o Sr do café ficava me olhando, e entre um gole e outro do meu delicioso cafezinho veio a pergunta: 


- Você é evangélico? me surpreendi com a pergunta e então iniciamos um diálogo...

- Não senhor, não sou, mas por quê o senhor achou isso?

- Porque você tem assim um semblante tão sereno e equilibrado que achei que você fosse evangélico.

Sorri, pois pobre senhor, talvez por viver em seu mundo fechado neopentecostal acreditasse que só os que de lá são pudessem alcançar tal equilíbrio, então era o momento certo de lhe mostrar que um Umbandista também consegue, e assim a prosa continuou...

- Sério?!! Mas como disse não sou evangélico eu sou Umbandista.

Neste momento este senhor, que depois descobri se chamar Amadeu, deu aquela velha franzida na testa, o ar de reprovação imediatamente se fez presente em seu semblante, se tornando nítida sua ignorância, mas esperei ansiosamente a resposta.

- Poxa, você então é daquela religião de gente doida e esquisita.

- Doida e esquisita porquê? até agora o Sr estava achando que eu era evangélico, de repente mudou de opinião.

- Não, veja bem, o que quis dizer é que lá só tem gente atrapalhada que vira tudo gay e esse povo é tudo gente esquisita, você me perdoa, mas pelo que vejo você é igual a mim, assim normal não é?!

Neste momento baixei levemente minha cabeça e profundamente meus olhos, por um instante pensei em que responder a este senhor sem que eu descesse ao mesmo nível de ignorância, foi neste momento que me veio a imagem de amigos e amigas que tanto amo e que são pessoas maravilhosas, um a um fui lembrando, de seus sorrisos, abraços e palavras de amor e conforto, foi inevitável não se emocionar com o tanto de pessoas maravilhosas que conheço (por respeito e por não ter autorização prefiro não citar os nomes de cada pessoa que lembrei, mas sei que quando estiverem lendo este texto saberão quem são,afinal eles sabem o quanto os amo) então o sentimento maravilhoso bateu forte em meu peito o transformando em palavras que saíram pela minha boca....

- É senhor Amadeu, o senhor tem razão, somos normais e não passamos disso, pessoas normais que vivem o dia a dia muitas vezes com medo e sem coragem de enfrentar se quer um desafio na vida quanto mais assumir a opção sexual, se o Sr conhecesse meu amigos e amigas saberia do que estou falando, pois são pessoas que perto de mim são muito superiores, de tão grande caráter e coração, que me sinto pequeno perto deles, se o Sr pudesse ter o privilégio de conversar com um deles veria que tem muito a aprender sobre amor, coragem, companheirismo,dedicação, respeito e tantas outras qualidades que só os tornam cada vez mais especiais, por isso que te falo que somos simplesmente normais e só isso.

E pelo que entendi lá na sua igreja deve existir muitas pessoas que se julgam superiores a nós Umbandistas inferiores não é?! mas lhe garanto que Deus está para todos assim com o sol as estrelas e tudo mais que ele fez, só o buscamos de formas diferentes.

- Diferente e muito diferente mesmo, porque esse seu Deus aí não conheço, que aceita de tudo.

- Não, nosso Deus que é o mesmo que o do senhor não aceita de tudo não, pelo contrário tem bastante coisa que ele não gosta.

- Sério, eita que você vai me falar então que quero saber!

- O Deus que cultuamos ama cada filho indiscutivelmente sem se importar como eles o chamam, ou como fazem suas preces, o nosso Deus é um deus de amor de caridade de auxilio, que não gosta de ignorância, de preconceito, de inveja , de maldade, esse é o Deus que nós umbandistas cultuamos, o senhor teria que um dia ir a uma gira de umbanda para conhecer e com seu próprios olhos ver e daí dizer sua opinião mas com convicção sem ficar apenas repetindo o que ouve por aí.

- Tá certo, eu não vou não, porque tá bom na minha igreja, mas vou pensar antes de falar as coisas porque até pensei que você era evangélico né?! e quanto aos gays esses aí depois do que você me falou até fiquei sentido de dizer essa bobagens, você me desculpa viu não vou mais dizer essas besteiras, e não fique ofendido comigo não, pois depois dessa nossa conversa até que me quebrou no meio porque nunca tinha conhecido um espírita, e então a gente fica com aquela coisa né! sabe como é, e você ser tão bacana e explica as coisas com tanto carinho que nessa religião não deve ser tão ruim quanto se fala por aí.

A conversa continuou, mas fugindo do assunto, e por fim acabamos nos despedindo e o cafezinho até saiu de graça, mas me surpreendi com a conversa e com a forma que respondi aquele senhor, mostrando que o Umbanda é muito mais do que ele imaginava e também tive a certeza que aquelas palavras saíram da minha boca inspiradas pelas entidades que me socorreram quando pedi uma forma de não me comparar na ignorância, pois com palavras de carinho e amor e com aquele "semblante equilibrado e sereno" pude mostrar a face da nossa religião, a face do amor e da gratidão por ter amigos e amigas que tem coragem de expor suas opções sexuais, por ser amigo de pessoas tão superiores a mim, que me ensinam me ajudam que me elevam espiritualmente e que tratam nossa religião com respeito, amor e dedicação.

O nosso Deus é este, que nos ama como somos, que nos atende pelo desejo de nossos corações, que nos ama e a ponto de nos dar o livre arbítrio.

Que este texto fique como forma de agradecimento a todos que tem coragem de ser verdadeiros autênticos que nunca deixam de lado o amor ao próximo a religião e a mim, meus amigos e amigas que só me fazem ter mais e mais orgulho de tê-los como espelho de vida de coragem e de amor.

Gratidão.

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Como Funciona uma Tribo?!


por Denanci Gonçalves, mais Um na Banda!
Transmitida pelo Caboclo Sete Flechas

Meu filho, esse caboclo vai dizer uma coisa pra você: O dia em que vocês entenderem o verdadeiro significado de TRIBO, os trabalhos no terreiro de vocês vão fluir de uma forma harmoniosa e tranqüila. 

Numa tribo não tem um índio melhor que o outro e nem uma função melhor que a outra. Todos trabalham para o mesmo objetivo. Os homens caçam, pescam, constroem as ocas, ensinam os curumins a caçar e pescar, protegem seus irmãos e muitas outras coisas.

As mulheres cuidam e educam as crianças, cozinham, fazem artesanatos e muitas outras coisas. Cada um tem sua função e respeita a função do outro, pois sabem que o êxito da sua tarefa depende do êxito da tarefa do outro.

Imagina se o caçador começar a achar que o pajé é mais privilegiado que ele e começar a querer fazer as curas e rezas. O Pajé achar ser cacique é melhor que ser pajé e querer comandar a tribo. As mulheres quererem ir à caça no lugar dos homens e os caçadores quererem fazer artesanatos no lugar das mulheres. Seria uma grande confusão e o bem estar de toda a tribo estaria comprometido.
 
O cacique sabe sua função e a realiza com seriedade e responsabilidade, pois sabe que tem que direcionar seus irmãos no dia a dia da tribo. O pajé faz a pajelança e sabe que os irmãos dependem do seu trabalho para ter saúde e dos seus conselhos quando estão com problemas. Os caçadores sabem que precisam prover o alimento da tribo e que todos dependem deles pra comer. As mulheres sabem que tem a responsabilidade de cozinhar, cuidar das crianças e fazer seus artesanatos e que a tribo depende de suas tarefas para funcionar.

Numa tribo, quando nasce um curumim, ele tem os pais, mas é um curumim da tribo e todos têm responsabilidade sobre sua educação e bem estar.

Entendam então, que no terreiro de vocês não tem ninguém melhor e nem pior que o outro. Os Médiuns dependem de seus guia para trabalhar, os guias e médiuns dependem dos cambones para trabalhar, o Sacerdote precisa dos Ogãs, dos médiuns e cambones para sustentar o trabalho, todos precisam do Sacerdote para conduzir o trabalho e os consulentes dependem de todos para serem tratados.

Se cada um fizer a sua parte conscientemente todos saem ganhando. Sejam uma verdadeira tribo e percebam seus irmãos como curumins: todos responsáveis por todos. 

Uma grande tribo é uma grande família.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Umbanda Próspera


Por Marcos Barbosa, mais Um na Banda!

Já ouviram aquela história, que virou uma máxima axiomática de que a Umbanda é uma religião de pobre e pessoas sem instruções.

Que a Umbanda nasceu em lugares onde viviam pessoas mais simples e de condições econômicas menos abastadas é certo, mas trazer isso até dias de hoje como um quase dogma é avassalador.

Não quero dizer com isso que a Umbanda não deve atender pessoas simples, de menor instrução, se elitizar, mas que devemos mudar este foco que engessa a Umbanda chegar a outras classes e se disseminar, que nos vê muitas vezes de maneira preconceituosa, e um dos motivos é o não acesso.

Por isso assim como na minha vida, aberta à prosperidade, na abertura de nosso terreiro fizemos um esforço hercúleo para conseguir um local acessível, novo, sem nada quebrado ou caindo aos pedaços e sem remendos. 

As portas estão abertas para todos, não importando cor, sexo, condições econômicas, porém estamos num bairro, que pessoas simples, pobres e mais abastadas podem chegar e quando entram no terreiro que sintam não só a energia equilibrada e maravilhosa dos guias e orixás, mas também não tenham suas atenções voltadas para as paredes quebradas, mal pintadas, cadeiras velhas e caído aos pedaços.

Este é um desafio grande e perigoso se for confundido com uma espécie de elitização desvairada sem sentido, mas ainda assim tentarmos derrubar essa máxima da "pobreza" da Umbanda é uma luta de visão próspera na abertura de um terreiro.

sábado, 27 de junho de 2015

Guerra Religiosa?




Por Paulo Cesar de Omolu, mais Um na Banda!

Em tempos de Intolerância Religiosa vejo ataques de todos os lados. De irmãos de outras religiões e dos irmãos de Umbanda.

Não temos que ter medo, não temos que nos esconder como no passado.

Uns já falam em guerra Religiosa e penso...será que todos estão preparados? É esse o caminho? 


Gandhi ajudou na libertação do seu povo sem nenhum tapa, sem nenhum tiro, sem nenhuma morte, usou uma única arma, que é o amor. São os seus atos que fazem com que sejamos respeitados. 

Chamo! Invoco o Guerreiro Divino de Pai Xangô de cada um nos.

Peço ao seu sagrado poder de justiça, que nos ampare nessa grande mudança.

Não somos covardes. Não somos violentos.

Não somos iguais a esses poucos loucos que usam de uma desculpa para atacar o que é diferente do seu pensamento, da sua religião.

O Caboclo das 7 Encruzilhadas disse: A Umbanda vai perpetuar através dos séculos.

Vamos sim lutar pelo respeito que merecemos, Umbandista e Candomblecistas e todos que sofrem um preconceito e ataque desses que se dizem evangélicos.

Deus não quer isso.

Oxalá não quer isso.

Os Orixás não querem isso.

Jesus não quer isso.

Todos os mestres de luz pregaram um único ensinamento...que é o Amor.

Lute com Amor pela Umbanda.

Honre os seus Orixás.

Honre Olorum...

Sem guerra religiosa, pois com ela todos irão perder.

Mas vamos enfrentar sem se esconder, sem fugir. Porque ele está comigo.

Meu Guerreiro da Luz...

Meu Guerreiro de Pai Xangô, o Justiceiro.

Meu Guerreiro de Ogum, o Bravo da Lei.

Somos pela Lei Divina que nos guarda.
.

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Sincretismo deve Existir?



Por Marcelo N. Gomes, mais Um na Banda!

"Fio me dá um rosário pra esse nêgo trabaiá"........foi a primeira coisa que o Preto Velho José do Rosário disse ao perguntarem se ele queria algo.

Esta frase no dia me fez vibrar, era aquela sensação de iniciante quando as entidades começam a pedir suas coisas e isso faz a gente acreditar que estamos prontos, que já pode formar a fila que está tudo pronto e......e, só que o tempo passou e soube que não era bem isso, não era bem assim que as coisas funcionavam. 

Este mesmo tempo que passou também me fez entender que aquela frase tinha muito mais coisas incutidas do que apenas despertar o ego de um iniciante cheio de vontade, era puramente a pluralidade da Umbanda se fazendo presente, tomando forma num sincretismo magnífico existente desde sua anunciação. 

Esta lembrança se deu após uma conversa com meu irmão, ele assim como muitos de meus irmãos de fé, defendia uma exclusividade de orixás e imagens africanas, "Afinal, se rezamos para orixá é a imagem dele que tem que ter no congá", com estas e outras frases ele ia colocando seu ponto de vista sobre o sincretismo na Umbanda. 

Claro expus minha opinião e ponto de vista, defendendo que não, que não deveríamos banir os santos, imagens ou rezas etc, pois se assim fizéssemos o que sobraria para ser chamado de Umbanda? 

Sem as imagens e santos católicos, sem Jesus no alto do Conga, sem o Espírito Santo em forma de Pomba, sem a reza do Pai Nosso e Ave Maria, sem a oração de Cáritas, sem as ordenanças, sem o crucifixo ou melhor dizendo, sem o Rosário do Preto Velho? 

Pois é, como seria um terreiro de Umbanda sem a lembrança do catolicismo, sem nada que remetesse a algo que não fosse de origem Africana e de repente "baixa" um preto velho e diz: "Fio me dá um rosário pra esse nêgo trabáia".

Será que diríamos ao preto velho que não lhe é permitido porque a casa não permite conceitos católicos?

E se nós quiséssemos banir os Orixás ou qualquer lembrança africanista de dentro de um terreiro, o que sobraria para ser chamado de Umbanda?

E se nós quiséssemos banir as tradições de nossos ancestrais indígenas de dentro de nosso terreiro? O que sobraria para se chamar de Umbanda?

E se nós quiséssemos banir os ensinamentos e práticas Xamãs ou qualquer coisa que se relacionem? O que sobraria para ser chamado de Umbanda?

E se quiséssemos banir os conhecimentos dos chákras e toda a prática da elevação da mente e do espírito oriundos do Hinduísmo? O que sobraria para ser chamado de Umbanda?

Quando penso no Preto Velho José do Rosário só consigo ter um sentimento de gratidão, imaginar que tanta simplicidade carrega uma imensidão de sabedoria e conhecimento, afinal, de um jeito singelo mostra que a Umbanda é isso, a base é essa, o sincretismo é isto, ter a disposição elementos e conhecimento para elevar, curar e abençoar quem quer que vá buscar auxílio, sem se quer seguir uma regra de isso pode ou não pode, se isso é dessa ou aquela religião, deste ou daquele seguimento filosófico, o importante é fazer valer o que se alicerça e baseia toda a nossa religião, AMOR, CARIDADE, HUMILDADE......

Sincretismo não se dá apenas com o catolicismo mas com tantas outras religiões e digo mais, tudo que for para o bem ao próximo e que esteja de acordo com nosso fundamento e orientações de nossos guias e mestres, que se seja bem vindo!

Este é meu jeito de entender, meu jeito de sentir que a Umbanda tem que continuar como é e como sempre foi.

Gratidão

domingo, 21 de junho de 2015

Nas Diferenças da Fé!


por Cristiano Trevelino, mais Um na Banda!

Vivemos num País laico, onde temos como direito a liberdade de cultos.

Existem muitas religiões, todas boas, todas levam a um único Deus, criador de tudo e de todos, o nome que damos a Ele é que vai diferenciar a forma de cultuá-lo.

Costumo dizer que existem muitos tipos de pessoas, cada uma com suas diferenças e necessidades, nenhuma igual a outra, isso faz com que exista essa pluralidade de pessoas, necessidades, diferenças e de cultos, olha como isso é riquíssimo, pois se fosse tudo igual como aprenderíamos com os nossos semelhantes? Isso é fantástico.

Todas as religiões são boas, faz bem para você? Ótimo, a outra fará bem para um outro irmão, olha que fantástico, cada um se enquadra naquilo que faz mais sentido para sua vida!

Devemos sempre respeitar os nossos irmãos de outros cultos e até mesmo vertentes, entendendo que o que não é bom pra ele é para o irmão, irmão esse que muitas vezes está sempre juntos, seja no trabalho, amigo de longa data, vizinho, não importa.

Não é porque ele tem uma outra religião que você vai ter que se tornar adepto da religião dele, mas por quê não respeitar? 

Quando respeitamos a religião do outro irmão, mesmo que ele venha sempre "armado", dizendo que você tem pacto com o diabo, que o que você faz não é certo, que o que você faz não é religião é seita, dizendo ainda ser tudo bobagem, ilusão, charlatanismo, esse respeito por amor aquilo que temos como nossas verdades, por amor aquilo que cultuamos, por amor a Deus, por amor a nossa religião, vai desbancar a briga, o mal entendido, desde que saibamos conversar com calma e respeito, isso fará com que ele largue as supostas "armas" e quiçá passe a te respeitar e respeitar o que você cultua.

Se temos amor por aquilo que pregamos, por aquilo que cultuamos, pela nossa religião e acima de tudo por Deus, não há porque existir a briga, a discórdia, pois não é isso que aprendemos com Ele, o Pai Maior!

Vamos viver com muito amor e respeito ao próximo e veremos que só temos a ganhar e lembre-se não importa que o outro não respeite, comece com você, seja você o exemplo.

Muita paz a todos.

Que nosso amado Pai Maior nos abençoe sempre e nos cubra com muita paz!

Axé, Amém, Aleluia, Kolofé, Mukuiú, Shalom, Saravá, Namastê!

sábado, 13 de junho de 2015

Respeitar e ser Respeitado


por Paulo Cesar, mais Um na Banda!

Vejo em alguns casos que o Respeito não existe.

Respeitamos as entidades da Umbanda, respeitamos o Sacerdote e respeitamos o nosso irmão de corrente, porem não sou respeitado.

Meu irmão ri de mim se eu erro, meu Sacerdote me xinga se eu faço algo errado.

A intolerância existe muito em Templos de Umbanda com os próprios irmãos e Sacerdote.

O respeito começa quando se da o respeito.

Respeitando as diferenças e pensamentos contrários do seu, hoje a Umbanda e os filhos não aceitam mais serem mal tratados, humilhados. O Sacerdote não tem que ser o tirano como era no passado, que não podia fazer uma pergunta que eles já diziam que era segredo de Congá. Rsrs. 

Hoje não cabe mais isso na Umbanda por que temos a interne ai o filho vai lá e digita no Pai Google e vê tudo sobre Fundamentos, defumação e guias O QUE TEMOS É QUE ESTUDAR SOBRE A UMBANDA, O SACERDOTE TEM COMO OBRIGAÇÃO SABER SOBRE A UMBANDA.

Meu Padrinho me disse uma vez: (filho para ser respeitado, você tem que dar o respeito). Não é só os seus atos no Templo ou Terreiro mas no seu dia a dia como pessoa. Para um filho nos respeitar temos que ensinar, escutar e explicar.

PARA REFLETIRMOS

Certa vez Buda com os seus discípulos em baixo de uma árvore, chega um homem enfurecido e dar um tapa na cara de Buda e Buda fala mais alguma coisa?

Os seus discípulos se enfurece acharam um grande desrespeito e queria lutar com o homem e Buda com sua paciência e sabedoria diz:

 - O que me deixa triste é ver vocês com esses pensamentos, vocês não sabem o que esse homem está passando, não sabem o que falaram de mim pra ele e por isso que eu perguntei... mais alguma coisa?

O homem vai embora e naquela noite não conseguiu dormir e ficou pensando no que Buda tinha dito. No outro dia o homem vai a Buda e cai de joelhos aos seus pés e pede perdão por ter o agredido e diz que ele não podia julga-lo sem ter conhecido os seus valores e pensamentos e que a partir daquele dia ele o RESPEITARIA COMO UM IRMÃO.