quinta-feira, 19 de maio de 2016

E Agora, Qual Caminho Devo Seguir?


por Paulo Cesar de Omolu, mais Um na Banda!


Tem momentos na vida que ficamos parados, sem reação, com medo da situação que estamos.

E agora estou no meio da encruzilhada sem saber para onde ir e o que fazer, qual rumo devo seguir? Qual caminho eu pego? Qual direção é a melhor para minha vida?

Essas perguntas não sai da cabeça quando encontramos uma dificuldade e ficamos paralisados e isso da margem aos maus pensamentos, medo, frustação, depressão, stress, culpa, arrependimento e uma serie de pensamentos que trás esse bloqueio, essa paralisia, é melhor eu ficar aqui do que tentar algo novo, vai que dar tudo errado.

A vida não é para ficarmos parado, Olorum não quer ver os seus filhos sofrer por esses sentimentos, mas qual caminho eu devo seguir? O caminho do coração! Acredite em Pai Olorum, tenha fé que ele está te guiando basta você permitir ser ajudado, basta você querer sair dessa encruzilhada que se encontra sua vida hoje.

O exu com quem eu trabalho me disse uma vez:

- Filho escolhe, você quer ficar ai se lamentando e morrendo aos poucos ou ter força para sair e caminhar ao rumo que o Pai está lhe dando, tenha força e coragem que eu terei força para lhe ajudar. Eu fiz a minha escolha levantei e estou lutando para melhorar.

Não tenha medo do novo, não tenha medo da mudança, não tenha de enfrentar o seu medo, não fique reclamando de como está sua vida a partir do momento que você acordou você já foi abençoado. Sei que é difícil sair desse estado, sei o quanto você deve lutar para achar o seu rumo e o que deve ser feito é buscar ajuda. 

Sempre falo isso: A Umbanda é a Religião que faz você enfrentar os seus maiores medos, não tenha vergonha de chorar na frente de um preto velho, não tenha vergonha de pedir ajuda para Exu, abra o seu coração. LIBERTE-SE.

Tudo na vida são escolhas, você escolhe sofrer morrer de tristezas ou você junta a ultima gota que lhe resta de vontade mantendo a fé para sair desse estado depressivo sem saber para onde ir e como chegar lá. Não está feliz no seu trabalho, procure algo que te satisfaça, não está feliz no seu relacionamento tente mudar se não der certo ainda, separe o seu companheiro também merece ser feliz, o que não pode é você ser egoísta de ficar sofrendo e querer que todos sofram e fique parado junto com você no meio da encruzilhada.

Siga o seu caminho com fé e determinação, siga o seu caminho de coração aberto para ajuda que Pai Olorum põe em seu caminho, preste atenção nas pequenas coisas que te faça feliz efortaleça para sair dessas amarrar que se encontra.

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Imagens Entronadas


por Pablo Araújo de Carvalho, mais Um na Banda!


As imagens entronadas são um grande recurso e base de um altar ou conga Umbandista, pois as imagens ali assentadas desperta no íntimo dos fiéis, sentimentos de fraternidade e elevação de espírito, pois veem nas imagens de santos ali assentados, seres de alta evolução e sempre dispostos a nos perdoar e nos reconduzir na retidão de nossos caminhos, tornando a vida mais fácil, trazendo-nos a esperança, a perseverança e a resignação para passarmos diante de uma dificuldade.

Chamamos de entronamento de imagens o ato de fixa-las no altar, pois a mesma se torna um poder divino assentado (assim como um trono) por onde passa a interagir as realidades divinas dos Orixás com o nosso meio material para que assim recebamos o amparo divino às nossas praticas religiosas.
Quando consagramos uma imagem á um Orixá, Ele a imanta com suas vibrações divinas, dotando-as e qualificando-as como objetos de culto sacro, cuja Imagem passa a ficar hiper-saturada de vibrações e energias correspondentes a qualidades e atributos amparador junto a humanidade que Nelas tem a sua fé e devoção.

Essa mesma imagem após ser consagrada em seu ponto de força (local destinado a praticas ofertória ou consagratória), é levada ao templo religioso e assentada de forma ritualística no altar e ali permanece como um portal divino por onde se irradia suas forças divinas, naturais e espirituais, alcançando a tudo e todos que se encontra dentro e sob o amparo desse templo religioso.

Geralmente no conga ou altar Umbandista são firmadas velas coloridas e no inicio do firmamento do conga, as velas ali consagradas, ofertadas e acesas na frente da imagem, ativa e abre esse portal onde esta assentado o poder divino, que através das energias ígneas envia-nos vossas vibrações criando entorno e envolta do altar um símbolo luminoso por onde se manifesta um poder ordenado visando o amparo, a proteção e o equilíbrio necessário para que tudo que ocorra naquele espaço religioso seja sustentado por Olorum e os Orixás, e tudo e todos recebam em seu espírito as bênçãos necessárias para que se conduza em sua vida de forma equilibrada e ordenada.

Toda Religião segue uma mesma estrutura religiosa, tornando-se um padrão que esta presente em todas elas, porem de forma oculta, e a ignorância sobre essas estruturas fazem surgir guerras religiosas, onde a razão maior delas é a imposição de suas verdades particulares e relativas sobre Deus.

Porque de forma oculta? Ora, um sacerdote pertencente a uma religião de base semita que é onde se originou a cultura judaico-cristão, cujo livro sagrado a Bíblia estão fundamentados alguns dogmas e tabus, onde no tabu ou proibição esta imposto que não será permitido qualquer culto à imagens, ou seja, a idolatria que é a adoração de imagens. Entendemos que Deus só é passível de culto religioso nas partes que O compõe, e é a tentativa de apropria-Lo por inteiro que gera a famigerada guerra religiosa, arena em que são disputadas verdades relativas como se fossem verdades absolutas e é nessa vã tentativa de conceber Deus de uma única forma e presente em uma única religião, limitando-O à uma única via evolutiva, é nesse momento que a guerra religiosa tem inicio, pois enquanto não aceitarmos que Deus por ser o Criador de Tudo e de Todos e estar presente em tudo que criou, não pode ser individualizado como uma única via de evolução e sim só uma de suas partes, a intolerância religiosa imperara.

Somente nas suas partes chegaremos ao todo e as partes do todo são religiões que o individualiza, padroniza e humaniza, segundo a cultura e sociedade que estabelece um culto voltado a Ele, não fazendo dessa padronização a única e correta forma de se chegar à Deus, como se Deus fosse um objeto passível de patente, pois nós humanos só patentiamos algo criados e gerados por nós, e Deus não é criação nossa e sim é o nosso Divino e Único Criador.

O catolicismo Cultua Deus através de seus Santos, um para cada necessidade humana, tal como (Santo Expedito, o santo das causas impossíveis, aspecto pertencente à Lei cujo atributo é vencer obstáculos) (Santo Antonio, o Santo casamenteiro, aspecto pertencente ao Amor e a União), ou seja, temos a idolatria presente na Igreja Católica.

O culto Neo-Petencostal, não cultua imagens, porem fazem uso da livrolatria, pois a Biblia é um objeto de culto e tem um lugar de destaque no púlpito. Eles também fazem uso da Iconolatria, pois faz da imagem do pastor, bispo e apostolo um objeto de culto onde tem neles verdadeiros super-stars milagrosos onde, toalhas, lenços, com suas imagens ou nome de sua instituição religiosa são vendidos com preços miraculosos e fazem miraculosos milagres dependendo do valor da “doação”.

Eles também fazem uso da Santuariolatria, pois faz de santuários naturais, como monte das Oliveiras e o monte Sinai um objeto de culto, pois tem nele um lugar sagrado.

Eles também fazem uso da hidrolatria que designa o culto a águas tidas como sagrada, tal como a do rio Jordão.

No hinduísmo, No Xamanismo, na Religião Egípcia, tem a animolatria ou culto a animais tidos como sagrados.

Ou seja, de forma e com um olhar mais elevado vemos que a base estrutural de todas as religiões são as mesmas, e o que causa divergências entre elas, é a nossa ignorância e apropriação de Deus, impondo assim de forma violenta e desrespeitosa um culto único a Deus. Sendo assim nós Umbandistas não devemos nos sentir incomodados com as criticas de irmãos de outras religiões com relação à visão distorcida com nossas práticas de assentamento de imagens em nosso altar, o que precisamos é ter um conhecimento elevado para justificar as nossas práticas religiosas, e ensina-los que a única coisa que nos separa como irmãos é a ignorância e a falta de conhecimento sobre as verdades divinas que propaga a paz,a fraternidade, o respeito e não a intolerância, o egoísmo e o fanatismo religioso, pois a violência não é virtude e não sendo virtude, não foi gerada por Deus, e não sendo gerada por Deus, não se justifica, pois fora de Deus nem o nada existe.