quinta-feira, 19 de maio de 2016

E Agora, Qual Caminho Devo Seguir?


por Paulo Cesar de Omolu, mais Um na Banda!


Tem momentos na vida que ficamos parados, sem reação, com medo da situação que estamos.

E agora estou no meio da encruzilhada sem saber para onde ir e o que fazer, qual rumo devo seguir? Qual caminho eu pego? Qual direção é a melhor para minha vida?

Essas perguntas não sai da cabeça quando encontramos uma dificuldade e ficamos paralisados e isso da margem aos maus pensamentos, medo, frustação, depressão, stress, culpa, arrependimento e uma serie de pensamentos que trás esse bloqueio, essa paralisia, é melhor eu ficar aqui do que tentar algo novo, vai que dar tudo errado.

A vida não é para ficarmos parado, Olorum não quer ver os seus filhos sofrer por esses sentimentos, mas qual caminho eu devo seguir? O caminho do coração! Acredite em Pai Olorum, tenha fé que ele está te guiando basta você permitir ser ajudado, basta você querer sair dessa encruzilhada que se encontra sua vida hoje.

O exu com quem eu trabalho me disse uma vez:

- Filho escolhe, você quer ficar ai se lamentando e morrendo aos poucos ou ter força para sair e caminhar ao rumo que o Pai está lhe dando, tenha força e coragem que eu terei força para lhe ajudar. Eu fiz a minha escolha levantei e estou lutando para melhorar.

Não tenha medo do novo, não tenha medo da mudança, não tenha de enfrentar o seu medo, não fique reclamando de como está sua vida a partir do momento que você acordou você já foi abençoado. Sei que é difícil sair desse estado, sei o quanto você deve lutar para achar o seu rumo e o que deve ser feito é buscar ajuda. 

Sempre falo isso: A Umbanda é a Religião que faz você enfrentar os seus maiores medos, não tenha vergonha de chorar na frente de um preto velho, não tenha vergonha de pedir ajuda para Exu, abra o seu coração. LIBERTE-SE.

Tudo na vida são escolhas, você escolhe sofrer morrer de tristezas ou você junta a ultima gota que lhe resta de vontade mantendo a fé para sair desse estado depressivo sem saber para onde ir e como chegar lá. Não está feliz no seu trabalho, procure algo que te satisfaça, não está feliz no seu relacionamento tente mudar se não der certo ainda, separe o seu companheiro também merece ser feliz, o que não pode é você ser egoísta de ficar sofrendo e querer que todos sofram e fique parado junto com você no meio da encruzilhada.

Siga o seu caminho com fé e determinação, siga o seu caminho de coração aberto para ajuda que Pai Olorum põe em seu caminho, preste atenção nas pequenas coisas que te faça feliz efortaleça para sair dessas amarrar que se encontra.

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Imagens Entronadas


por Pablo Araújo de Carvalho, mais Um na Banda!


As imagens entronadas são um grande recurso e base de um altar ou conga Umbandista, pois as imagens ali assentadas desperta no íntimo dos fiéis, sentimentos de fraternidade e elevação de espírito, pois veem nas imagens de santos ali assentados, seres de alta evolução e sempre dispostos a nos perdoar e nos reconduzir na retidão de nossos caminhos, tornando a vida mais fácil, trazendo-nos a esperança, a perseverança e a resignação para passarmos diante de uma dificuldade.

Chamamos de entronamento de imagens o ato de fixa-las no altar, pois a mesma se torna um poder divino assentado (assim como um trono) por onde passa a interagir as realidades divinas dos Orixás com o nosso meio material para que assim recebamos o amparo divino às nossas praticas religiosas.
Quando consagramos uma imagem á um Orixá, Ele a imanta com suas vibrações divinas, dotando-as e qualificando-as como objetos de culto sacro, cuja Imagem passa a ficar hiper-saturada de vibrações e energias correspondentes a qualidades e atributos amparador junto a humanidade que Nelas tem a sua fé e devoção.

Essa mesma imagem após ser consagrada em seu ponto de força (local destinado a praticas ofertória ou consagratória), é levada ao templo religioso e assentada de forma ritualística no altar e ali permanece como um portal divino por onde se irradia suas forças divinas, naturais e espirituais, alcançando a tudo e todos que se encontra dentro e sob o amparo desse templo religioso.

Geralmente no conga ou altar Umbandista são firmadas velas coloridas e no inicio do firmamento do conga, as velas ali consagradas, ofertadas e acesas na frente da imagem, ativa e abre esse portal onde esta assentado o poder divino, que através das energias ígneas envia-nos vossas vibrações criando entorno e envolta do altar um símbolo luminoso por onde se manifesta um poder ordenado visando o amparo, a proteção e o equilíbrio necessário para que tudo que ocorra naquele espaço religioso seja sustentado por Olorum e os Orixás, e tudo e todos recebam em seu espírito as bênçãos necessárias para que se conduza em sua vida de forma equilibrada e ordenada.

Toda Religião segue uma mesma estrutura religiosa, tornando-se um padrão que esta presente em todas elas, porem de forma oculta, e a ignorância sobre essas estruturas fazem surgir guerras religiosas, onde a razão maior delas é a imposição de suas verdades particulares e relativas sobre Deus.

Porque de forma oculta? Ora, um sacerdote pertencente a uma religião de base semita que é onde se originou a cultura judaico-cristão, cujo livro sagrado a Bíblia estão fundamentados alguns dogmas e tabus, onde no tabu ou proibição esta imposto que não será permitido qualquer culto à imagens, ou seja, a idolatria que é a adoração de imagens. Entendemos que Deus só é passível de culto religioso nas partes que O compõe, e é a tentativa de apropria-Lo por inteiro que gera a famigerada guerra religiosa, arena em que são disputadas verdades relativas como se fossem verdades absolutas e é nessa vã tentativa de conceber Deus de uma única forma e presente em uma única religião, limitando-O à uma única via evolutiva, é nesse momento que a guerra religiosa tem inicio, pois enquanto não aceitarmos que Deus por ser o Criador de Tudo e de Todos e estar presente em tudo que criou, não pode ser individualizado como uma única via de evolução e sim só uma de suas partes, a intolerância religiosa imperara.

Somente nas suas partes chegaremos ao todo e as partes do todo são religiões que o individualiza, padroniza e humaniza, segundo a cultura e sociedade que estabelece um culto voltado a Ele, não fazendo dessa padronização a única e correta forma de se chegar à Deus, como se Deus fosse um objeto passível de patente, pois nós humanos só patentiamos algo criados e gerados por nós, e Deus não é criação nossa e sim é o nosso Divino e Único Criador.

O catolicismo Cultua Deus através de seus Santos, um para cada necessidade humana, tal como (Santo Expedito, o santo das causas impossíveis, aspecto pertencente à Lei cujo atributo é vencer obstáculos) (Santo Antonio, o Santo casamenteiro, aspecto pertencente ao Amor e a União), ou seja, temos a idolatria presente na Igreja Católica.

O culto Neo-Petencostal, não cultua imagens, porem fazem uso da livrolatria, pois a Biblia é um objeto de culto e tem um lugar de destaque no púlpito. Eles também fazem uso da Iconolatria, pois faz da imagem do pastor, bispo e apostolo um objeto de culto onde tem neles verdadeiros super-stars milagrosos onde, toalhas, lenços, com suas imagens ou nome de sua instituição religiosa são vendidos com preços miraculosos e fazem miraculosos milagres dependendo do valor da “doação”.

Eles também fazem uso da Santuariolatria, pois faz de santuários naturais, como monte das Oliveiras e o monte Sinai um objeto de culto, pois tem nele um lugar sagrado.

Eles também fazem uso da hidrolatria que designa o culto a águas tidas como sagrada, tal como a do rio Jordão.

No hinduísmo, No Xamanismo, na Religião Egípcia, tem a animolatria ou culto a animais tidos como sagrados.

Ou seja, de forma e com um olhar mais elevado vemos que a base estrutural de todas as religiões são as mesmas, e o que causa divergências entre elas, é a nossa ignorância e apropriação de Deus, impondo assim de forma violenta e desrespeitosa um culto único a Deus. Sendo assim nós Umbandistas não devemos nos sentir incomodados com as criticas de irmãos de outras religiões com relação à visão distorcida com nossas práticas de assentamento de imagens em nosso altar, o que precisamos é ter um conhecimento elevado para justificar as nossas práticas religiosas, e ensina-los que a única coisa que nos separa como irmãos é a ignorância e a falta de conhecimento sobre as verdades divinas que propaga a paz,a fraternidade, o respeito e não a intolerância, o egoísmo e o fanatismo religioso, pois a violência não é virtude e não sendo virtude, não foi gerada por Deus, e não sendo gerada por Deus, não se justifica, pois fora de Deus nem o nada existe.

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Gratidão de um Nego Véio


por Magnus Quandt, mais Um na Banda!


-Salve suas forças, sua benção meu Pai.

- Salve as vossas forças meu fio, que Deus, Jesus e Pai Oxalá lhe abençoe.

E assim começou o papo leve, descontraído e alegre com o amado Nego Véio, Preto Velho, Vôzinho ou Paizinho, “como você se sentir bem meu filho, já fui vô, já fui pai, já fui filho, já fui nego e já fui velho...” (palavras do Nego Véio).

Enquanto palavras eram dirigidas ao Nego Véio, ele segurava as mãos do irmão, sorrindo levemente, um sorriso calmo e doce, balançando sua perna direita meio tremula, mas firme na determinação e olhava fixamente nos olhos de nosso amado irmão enquanto lhe contava sobre suas conquistas e o quanto estava agradecido a Deus, a vida, aos guias e aos Orixás. O Nego Véio sentia a felicidade, a gratidão e o amor transbordando entre suas palavras, seus movimentos corporais, seus olhares e o sorriso discreto que eu diria ser impossível não sorrir em frente a um Nego Véio.

Este Nego Véio “sabido” e vivido ouvia atentamente cada dizer do nosso irmão e com certeza sabia que cada palavra ali dita era o que estava no coração e sim eu estava incorporado com “esse Nego Véio” e tive a honra de sentir cada palavra dita pelo irmão, cada olhar e cada sorriso enquanto o Nego Véio segurava em suas mãos, eu estava ali de “camarote” enquanto acontecia aquela troca de amor, aquela troca de olhar e aquela troca de carinho entre um irmão encarnado e um irmão desencarnado, porque é a assim que o Nego Véio se sentia, como apenas um irmão, um espirito e um alguém que já viveu muitas experiências e hoje está aqui “apenas” como um irmão desencarnado para dividir suas experiências.

Nosso irmão por alguns minutos despejou amor e gratidão sobre este Nego Véio, que com o sorriso acenava com a cabeça confirmando o entendimento de cada palavra do irmão, ele é paciente, ele sabe escutar e ele gosta de escutar, afinal aprendemos mais escutando do que falando. Em um determinado momento o Nego Véio, com seu jeitinho simples, calmo e doce pediu a permissão da palavra, porque estava na hora dele agradecer as palavras recebidas, porque pra ele é sempre uma grande honra poder ouvir e fazer parte das histórias ou das aflições de outro irmão.

Ele sorriu, agradeceu as palavras, e neste agradecimento sentia-se o axé, o amor e a magia de um Preto Velho, enquanto eu o narrador quem vos conta esta experiência, curtia esta energia e tentava entender o que ali ocorria, o Nego Véio começa a se preparar para dar o seu parecer final, o seu “conselho”, que nada mais é que a sua percepção de vida de acordo com toda a experiência que ele teve em carne e em espirito. Olha fixamente nos olhos do irmão, levanta suas mãos em conjunto com a do irmão, suas pernas já não tremiam mais, por apenas 1 segundo seu sorriso foi contido, respirou fundo e disse:

- Fio, você se esqueceu de agradecer uma pessoa...
- Quem, meu pai? – respondeu o irmão.
- Ué fio, você nunca parou para agradecer a você mesmo? – replicou o Nego Véio.

Neste momento houve um silêncio entre o irmão, o Nego Véio e eu, acredito que fiquei tão surpreso quanto o irmão com a resposta do Nego Véio, na qual nos disse (sim ele disse ao irmão e a mim) que nos esquecemos de agradecer a nós e ainda complementou nos dizendo que Deus, os Orixás, os Guias, os amigos, a família, todos eles nos ajudam sempre e temos sim que ter gratidão, porém não podemos nos esquecer de agradecer a nós, afinal a ação cabe a nós, os Guias ajudam, mas se a gente não se permitir ou não se mexer nada acontecerá, Deus ajuda, mas se a gente não estiver “aberto” para receber esta ajuda e não se levantar, nada acontecerá, os amigos ajudam, mas se não levantarmos a cabeça, nada acontecerá e complementou que a gratidão deve ser de dentro pra fora, devemos nos agradecer todos os dias, por nos permitir viver, por escolher os caminhos que nos levam as conquistas, por nos cuidar (da mente e do corpo) e nos agradecer por ser quem somos independente de toda
história, experiência e lutas diárias que travamos, afinal sempre temos o livre arbítrio e somos responsáveis por nossas escolhas, então eu agradeço a vocês por receberem estas palavras e vivencia em forma de texto, agradeço a Deus, agradeço aos Orixás, agradeço ao meu Nego Véio por este ensinamento e me agradeço por ter escrito, ter me permitido, ter refletido e ter colocado em forma de texto (talvez nem tão bem quanto gostaria) o sentimento que recebi.

Adorei as Almas!

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Inspire e Respire AMOR!



por Antonio Bispo, mais Um na Banda!

Viemos a este mundo para evoluir, aprender e superar as nossas limitações, saímos de nossa morada espiritual com uma grande missão, viver, aprender e superar-se.

Nosso Primeiro desafio ao sairmos do conforto do ventre materno, é doloroso e nos faz chorar.
Aprendemos a respirar e o ar queima nossos pulmões. A temperatura ambiente é desconfortável e a luz incomoda.
Mesmo assim esta primeira adaptação ao mundo material é rápida.
E logo outros desafios nos são impostos e vencidos um a um. O alimento e a digestão os gazes e as cólicas, Os primeiros passos e tombos, as incertezas e os medos, a escola, os amigos, o primeiro amor.
Com a maturidade, os conflitos existencialistas falam mais alto e não nos lembramos mais como foi doloroso um dia o que hoje é simples e automático.
E estamos aqui no mundo material que criamos a nós mesmos, vivendo o dia a dia.
A fim de superar o novo desafio da vez, que é vencer a ilusão de que
Agora somos senhores de si , somos pessoas “maduras” , independentes, cultas, fortes e sábias.
Pensamos ser evoluídos, pois já lemos muitos livros, conquistamos títulos, compramos coisas e conquistamos o respeito das pessoas.
Mas é esta a evolução esperada por nosso divino criador?
É este pseudo poder que nos faz seres evoluídos?
A religião de UMBANDA nos ensina que:
O preto velho e o caboclo são evoluídos não pela sua cultura ou pelos títulos, muito menos pelo poder, eles tem o seu “saber”, mas mostram a nós a sua extensa evolução pelo AMOR que irradia de sua coroa, que movem as suas ações, que vibra em suas palavras e alcança nossos corações.
Assim como todos os grandes Avatares da humanidade, nos dizem que a mensagem maior é sempre o AMOR, a nossa evolução de fato se fará quando conseguirmos amar uns aos outros, praticando o amor fraterno em cada ação simples do dia a dia. Olhar a cada um e a todos como irmãos de verdade.
A grande missão e maior evolução do espírito humano, o grande desafio imposto a nós encarnados é olhar dentro dos olhos de quem se põe a nossa frente e dizer verdadeiramente e de todo o coração:
“EU TE AMO”.

E isto é tão doloroso quanto o primeiro sopro de ar que queimou os nossos pulmões, quando daquele primeiro instante neste mundo.
E é muito mais difícil, pois instintivamente nos colocamos sempre na defensiva, desconfiando e nos blindando do contato afetivo.
Esperamos e ansiamos que com a evolução espiritual da qual estamos comprometidos este ato de AMAR em algum momento de nossa existência eterna há de ser tão natural como é hoje respirar.
A Umbanda nos ensina através de seus exemplos, nos traçando um caminho com possibilidades para a depuração de nossos pensamentos, atos e emoções. 

Ela nos conduz para o AMOR maior.

(Purifica o teu coração antes de permitires que o amor entre nele, pois até o mel mais doce azeda num recipiente sujo).

“Pitagoras”

SARAVÁ UMBANDA, mãe divina de todos nós!

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Somos Todos UM!



Por Gustavo Antunes, mais Um na Banda!

Falamos sempre que estamos ligados uns aos outros e a tudo que nos cerca, mas às vezes é um pouco difícil perceber isso devido ao fato de que somos seres únicos, cada um em seus casulos e seus “RGs”, e ai criamos uma certa individualidade exacerbada e esquecemos disso.

A verdade é que somos todos átomos, pessoas, animais, plantas, objetos, alguns em estado físico, outros líquidos e outro gasosos, mas isso você se lembra das aulas de química e física no colégio. O fato é que se somos todos átomos separados APENAS pelo seu estado, então estamos todos ligados pelo ar, a essa altura já ficou mais fácil de perceber que não existe realmente uma separação não é? Assim, como você pode chegar a raciocinar que por meio do ar, você também está ligado aos mares e a todos os demais elementos do planeta.

Digo isso com o intuito de levar ao seguinte aspecto, se estamos todos no mesmo fluído cósmico e somos separados por agrupamentos de moléculas, também somos separados e agrupados por nossa energia pessoal, a nossa vibração emanada ao universo, e ai temos as tão faladas linhas de trabalho na Umbanda, se somos o que vibramos e o que vibramos define a nossa faixa de pensamentos e de ações, então temos que lembrar diariamente a força de nossos pensamentos e daquilo que falamos. Ou seja, se sua vida não está muito boa meu amigo(a), reveja seus pensamentos e suas palavras durante seu dia, são esses condicionamentos, essas hábitos que criamos, que geram essa energia e nos situam em uma determinada frequência.

Sendo assim, como é que você quer conhecer aquela pessoa maravilhosa para viver a vida toda, como você quer ter aquele emprego maravilhosos cheio de férias e 15º salário se você não é uma versão vibracional compatível com o seu desejo? Como quer se afinizar com coisas que emitem uma vibração diferente se você não se dispõe a dominar sua mente e seus instintos. Uma pessoa que é bem resolvida na vida, que tem tudo o que você deseja ter também, tem logicamente, os problemas dela, mas no entanto são problemas encarados na faixa vibracional dela.
Você já deve ter reparado que às vezes surgem na sua vida, pessoas diferentes daquelas que você está acostumado a interagir durante o dia, alguns dias surgem umas que você considera melhores, em outros dias pessoas que você nem quer pensar em ver mais uma vez na face da terra, mas sem dúvida, elas são fruto/respostas do universo da emanação do SEU ser, da emanação de seus pensamentos, de suas atitudes, de suas neuras, de seu lixo e do seu ouro emocional. Simples assim, quer dizer...nem tanto né. 

Tem um problema, principalmente de visão pessoal, de como você se enxerga, de como você se ama, de como você se põem nas situações da vida e de como você esperar que alguém de fora venha e resolva... é a maior furada que se pode entrar. NENHUMA pessoa ou entidade ou santo vai te tirar da sua zona vibracional se não puder achar em você meios, coisas que vibrem diferentes para te puxar para cima, ou em alguns casos até para baixo. Para que eles nos ajudem, é necessário que tenhamos em nós algo para eles engancharem e fazer do nosso anseio em progredir, algo real e viável.

Nessa hora você deve estar pensando sobre a velha ideia de livre arbítrio, faz sentido em se pensar assim não?!

Então tudo que falamos e pensamos, vibramos. Tudo que vibramos formam placas e camadas energéticas que dão forma a nossas vidas e sustentação a ela. Tudo que vibramos são pontos de ligação com o astral, por tanto, são pontos de ATRAÇÃO, e agora vemos que a lei da atração funciona diretamente com o que você vibra, logo com o que você pensa, e logo com o que você acredita. Orai e vigiai irmãos, ou de forma mais popular e menos erudita... “Tome cuidado com o que você fala, e preste atenção no que está acontecendo na sua vida”.

Somos agrupamentos, criados por nossos valores, pensamentos, sintonia e crenças pessoais e grupais e ainda como se não fosse o suficiente, temos todo o contraste criado em nosso interior e exterior sobre cada uma dessas coisas, entenda contraste como aquilo que te faz querer/observar o contrário de uma situação, como estar em uma situação negativa e se almejar a positiva.

O universo, Deus, Olorum, seja qual for sua crença, é tão perfeito que nos dá o direito e escolher como vamos vibrar nas aprovações da vida, e mediante a isso, ele nos encaminha para uma solução ou para uma aprovação ainda maior. A vida sempre ganha esse jogo, ela tem inúmeras formas de te fazer evoluir, pelo amor ou pela dor, pela ausência ou pela presença.

No fim, ninguém está separado de ninguém, como diz o velho ditado, somos todos UM.

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Incorporação em casa, podemos?



por Fábio Silva, mais Um na Banda!


Eu diria que sim e ao mesmo tempo não, mas fica a critério do médium.

Você já soube ou já ouviu alguém dizer que recebe seus guias em casa, numa sala ou quarto?

Particularmente no meio familiar ou para amigos próximos? Em outros casos aberto ao público.

Bom, para iniciarmos esse bate papo precisamos entender um pouco de como funciona essa metodologia de trabalho que ocorre após a incorporação das entidades.

Sabemos que um templo religioso, terreiro de Umbanda possui suas firmezas e assentamentos em pontos específicos da casa para garantir a segurança de todos que ali permanecem, sem falar que o solo é sagrado e previamente preparado astralmente e fisicamente, por guias, mestres e mentores e pelo dirigente espiritual intuído pelo guia chefe da casa.

Altar, onde fica as imagens de guias e Orixás, entre outros elementos, tem por finalidade receber verticalmente as vibrações das divindades de Deus e irradiar em forma horizontal a todos os médiuns e consulentes ali presentes.

Temos também algumas firmezas em pontos específicos para absorção de energia negativas e outros elementos para irradiação de uma força.

Há um outro muito poderoso importante, e fundamental num terreiro de Umbanda, a tronqueira, espaço reservado para a esquerda, entenda esquerda como polaridade eu não algo negativo, onde se firma e assenta elementos diversos, tem por finalidade absorver, encaminhar, desmagnetizar, desagregar, diluir e assim por diante, digamos que funciona como um para raio, qualquer coisa que venha atrapalhar os trabalhos ali realizado, físico ou espiritual de qualquer origem ou poder negativo, é neste ponto que estão os nossos guardiões e protetores, podemos falar a grosso modo que este espaço é onde fica a tropa de choque.

Eu poderia falar mais e mais sobre tudo isso, mas até aqui já deu pra ter idéia do porque não incorporar em casa para fins caritativos, claro que funciona, o problema é que nem sempre o espaço está preparado para receber tal carga, não só o espaço, mas também o médium, afinal de contas você sabe o que cada um trás para seu ambiente? E depois dos trabalhos, onde fica toda a carga negativa ali depositada? Existe algum para raio que recepcione as cargas, ou seja uma tronqueira? Caso ocorra a presença de um obsessor, quem vai segurar? Você está envolvido por uma egrégora de médiuns? São vários fatores que nos fazem pensar sobre tudo isso.

Fazendo uma analogia com o plano físico apenas para termos idéia da tronqueira, imagina uma festa com inúmeros convidados e na porta não ter nenhum segurança para recepcionar a entrada?

Bagunça total não é mesmo?, um problema imensurável.

Uma coisa é a incorporação no ambiente familiar para um recado específico ou em alguns casos faz se a necessidade do guia incorporar para firmar ou assentar algo, mas para consultas e descarrego, recomendo fortemente um templo de Umbanda.

Grande abraço




Fábio Silva

domingo, 14 de fevereiro de 2016

Amizade: Até que a espiritualidade nos separe!?



por Magnus Quandt, mais Um na Banda!

Bom, todos nós sabemos (ou não) as dificuldades e as alegrias quando adentramos no caminho da espiritualidade. Através deste relato irei expressar meus pensamentos através de vivências onde houve alegrias e algumas dificuldades em lidar com a espiritualidade e as amizades.

É natural durante a vida termos afinidades com as pessoas de acordo com o que estamos fazendo e de acordo com a energia que estamos colocando em nosso objetivo. O que quero dizer com isso é que se eu começo a praticar um esporte como o futebol, por exemplo, com certeza irei encontrar muitos outros atletas e alguns deles acabarão fazendo parte da minha vida e consequentemente, seremos amigos pelo simples fato de minha ação e meu ato ter emanado uma energia que foi de encontro com outra pessoa que está emanando a mesma energia, temos o futebol em comum, temos a prática de um esporte em comum, então nos unimos para a prática do futebol e talvez isso faça com que eu me afaste de outras amizades que não tem relação com o esporte ou até que acabam prejudicando o esporte, mas o que isso tem a ver com a espiritualidade?

Esta resposta é bem simples ao meu ponto de vista. Acontece igualzinho quando escolhemos uma religião, principalmente quando exercemos esta religião de maneira forte em nossa vida, para que a gente seja um religioso, temos sim que “abrir mão” de certos costumes de nossas vidas mudando nossa maneira de conduzi-la e isso acaba afastando pessoas de nossas vidas, porém acaba atraindo novas pessoas e a pergunta é, até que ponto isto é saudável, esta nova
aproximação e o afastamento de velhas amizades?

Isso nos coloca em uma situação bem complicada. Acredito que o afastamento do nosso “velho mundo” e dos “velhos hábitos” acaba sendo natural e muitas vezes até mal interpretado, como os amigos que eu costumava me encontrar para tomar cerveja vão entender que eu não sairei mais as sextas-feiras porque eu assumi um trabalho espiritual?

Não há uma resposta concreta para esta pergunta, estamos lidando com pessoas que não tem a mesma crença que você, muitas vezes não tem crença alguma, então fica difícil entender os compromissos espirituais, até mesmo porque algumas pessoas veem isso como um sacrifício e mal sabem eles que isso é um ato de amor.

Certa vez recebi um convite para uma viagem aonde os amigos iriam se reunir para uma “farra”, músicas, bebidas, bagunça, diversão e churrasco.... Muito bom confesso! Porém, felizmente ou infelizmente eu recusei tal convite, ao recusar o convite eu expliquei de maneira tranquila e calma que neste final de semana eu tinha um compromisso espiritual (uma gira de Umbanda, na qual faço parte da corrente mediúnica da casa), então por este motivo eu não poderia participar desta confraternização com os amigos. Como já tinha recusado outros convites, a pessoa que realizou o convite disse “você não acha que é muito novo para ficar fazendo essas coisas? Você precisa curtir mais a sua vida...”, naquele momento, por um breve segundo, pensei “meus amigos não tem a mesma noção de curtir a vida que eu...”, então pensei como as pessoas que não estão na mesma “vibe”, não entendem a importância da caminhada espiritual na minha vida e talvez nunca entenderão, após compreender isso como se fosse um raio em minha mente de mãe Iansã eu respondi (com amor, é claro) “eu estou curtindo a minha vida, não vou a Umbanda porque preciso (no sentido obrigação), vou porque amo, amo separar minhas sextas e sábados para aprender com este trabalho espiritual, eu estou vivendo e curtindo com a espiritualidade e para isso não existe idade, além disso é algo especial”, até hoje não sei se minha resposta foi entendida, porém foi aceita, desde então sempre penso no quanto é delicada esta relação amizade e espiritualidade, não temos como cobrar de nossos amigos algo que eles não entendem e não sentem no coração, mas creio que também não temos que deixar de viver nossa espiritualidade com o “medo” de perder tal amizade por não compreender nossas ausências, afinal muitas vezes nem nossa família entende nossos compromissos... 

Isto é apenas um pequeno resumo de uma vivência para que a gente não se chateie com o outro e não tenha remorso por seguir nosso coração.

Em contrapartida, como administrar uma amizade conquistada durante o trabalho espiritual?

Será que temos maturidade? (respondei rapidamente sem pensar) claro que temos, afinal todo mundo é bacana, todo mundo esta fazendo a mesma “coisa” e todos nós estamos lá para um mesmo objetivo.

Talvez não seja bem assim, lembrando que somos humanos, temos melindres, temos sentimentos e muitas vezes temos pré-julgamentos, vamos pensar assim, a regra da casa não permite o uso de fumo durante as giras de atendimento, acontece que por algum motivo um Guia acende um charuto e agora???

Vamos analisar com duas óticas:

O Médium que esta incorporado com este Guia é SEU AMIGÃO, porque desde que vocês começaram a “trabalhar” na casa vocês tiveram afinidades, seus guias são afins, quando os dois estão em terra eles se abraçam, conversam, falam de seus “Cavalos” se ajudam em suas “mirongas” entre outras coisas... Enfim você o verá com o charuto na mão e pensará – “Que legal, o Guia esta fazendo um trabalho tão forte que precisou de um charuto para ajudar no descarrego, ele sabe o que faz”.

O Médium que esta incorporado com este Guia NÃO é seu amigo e vamos deixar isso mais interessante, vamos dizer que este médium é alguém que você não vai muito com a cara por alguns motivos como, por exemplo, ele é puxa saco (você acha) do Pai de Santo, ele chega atrasado, ele falta com frequência, ele não fala muito com você dentre outras coisas... e agora o que você pensará? Já sei – “Nossa que falta de respeito, o Médium mal vem nas giras e ainda não esta respeitando as regras da casa, deve ser porque ele é puxa saco do pai de santo e acha que pode tudo...”, entre outros pensamentos.

Este foi um exemplo de como podemos ser “enganados” em nosso entendimento do que esta acontecendo pelo simples fato de ter ou não ter afinidade, então eu reforço a pergunta: Será que temos maturidade mesmo para termos uma amizade dentro de um trabalho espiritual? 

Eu acredito que temos que ter muito respeito, muito amor e muito carinho, mas talvez a amizade seja um passo bem delicado e no qual devemos pensar bem antes de tomarmos esta decisão, afinal, o foco é o trabalho espiritual é sabermos que nossa evolução é individual e intransferível e se quisermos ter uma amizade e algo mais “íntimo” temos sim que ter uma certa maturidade e uma visão de amizade leve, entendo também que é extremamente prazeroso ter estas amizades, eles entendem seus compromissos espirituais, eles dividem
histórias com você, eles sentem as dores e alegrias da evolução espiritual junto com você, como não amá-los? Como não querer estar a todo tempo com eles? Como não marcar jantares? Infelizmente não tenho respostas ou opinião formada sobre essas vontades, eu as vivo, eu amo meus amigos "macumbeiros”, mas sempre penso firmemente em meu trabalho espiritual.

Vamos complicar um pouco mais a reflexão, lembra-se do médium seu AMIGÃO, como em um passe de mágica briguem. Ué! Isso nunca aconteceu com você? E agora quem está certo e errado, tudo que ele te disse, toda a ajuda que você recebeu como é que fica? E agora meus Guias vão cumprimenta-lo???

Que sirva de reflexão para entendermos o que estamos buscando em um trabalho espiritual, acredito sim que o caminho espiritual trará grandes amigos e grandes projetos em prol desta caminhada, mas que a gente tenha o cuidado de entender quando é o momento e como faremos para afunilar esta relação.