sexta-feira, 6 de maio de 2016

Somos Todos UM!



Por Gustavo Antunes, mais Um na Banda!

Falamos sempre que estamos ligados uns aos outros e a tudo que nos cerca, mas às vezes é um pouco difícil perceber isso devido ao fato de que somos seres únicos, cada um em seus casulos e seus “RGs”, e ai criamos uma certa individualidade exacerbada e esquecemos disso.

A verdade é que somos todos átomos, pessoas, animais, plantas, objetos, alguns em estado físico, outros líquidos e outro gasosos, mas isso você se lembra das aulas de química e física no colégio. O fato é que se somos todos átomos separados APENAS pelo seu estado, então estamos todos ligados pelo ar, a essa altura já ficou mais fácil de perceber que não existe realmente uma separação não é? Assim, como você pode chegar a raciocinar que por meio do ar, você também está ligado aos mares e a todos os demais elementos do planeta.

Digo isso com o intuito de levar ao seguinte aspecto, se estamos todos no mesmo fluído cósmico e somos separados por agrupamentos de moléculas, também somos separados e agrupados por nossa energia pessoal, a nossa vibração emanada ao universo, e ai temos as tão faladas linhas de trabalho na Umbanda, se somos o que vibramos e o que vibramos define a nossa faixa de pensamentos e de ações, então temos que lembrar diariamente a força de nossos pensamentos e daquilo que falamos. Ou seja, se sua vida não está muito boa meu amigo(a), reveja seus pensamentos e suas palavras durante seu dia, são esses condicionamentos, essas hábitos que criamos, que geram essa energia e nos situam em uma determinada frequência.

Sendo assim, como é que você quer conhecer aquela pessoa maravilhosa para viver a vida toda, como você quer ter aquele emprego maravilhosos cheio de férias e 15º salário se você não é uma versão vibracional compatível com o seu desejo? Como quer se afinizar com coisas que emitem uma vibração diferente se você não se dispõe a dominar sua mente e seus instintos. Uma pessoa que é bem resolvida na vida, que tem tudo o que você deseja ter também, tem logicamente, os problemas dela, mas no entanto são problemas encarados na faixa vibracional dela.
Você já deve ter reparado que às vezes surgem na sua vida, pessoas diferentes daquelas que você está acostumado a interagir durante o dia, alguns dias surgem umas que você considera melhores, em outros dias pessoas que você nem quer pensar em ver mais uma vez na face da terra, mas sem dúvida, elas são fruto/respostas do universo da emanação do SEU ser, da emanação de seus pensamentos, de suas atitudes, de suas neuras, de seu lixo e do seu ouro emocional. Simples assim, quer dizer...nem tanto né. 

Tem um problema, principalmente de visão pessoal, de como você se enxerga, de como você se ama, de como você se põem nas situações da vida e de como você esperar que alguém de fora venha e resolva... é a maior furada que se pode entrar. NENHUMA pessoa ou entidade ou santo vai te tirar da sua zona vibracional se não puder achar em você meios, coisas que vibrem diferentes para te puxar para cima, ou em alguns casos até para baixo. Para que eles nos ajudem, é necessário que tenhamos em nós algo para eles engancharem e fazer do nosso anseio em progredir, algo real e viável.

Nessa hora você deve estar pensando sobre a velha ideia de livre arbítrio, faz sentido em se pensar assim não?!

Então tudo que falamos e pensamos, vibramos. Tudo que vibramos formam placas e camadas energéticas que dão forma a nossas vidas e sustentação a ela. Tudo que vibramos são pontos de ligação com o astral, por tanto, são pontos de ATRAÇÃO, e agora vemos que a lei da atração funciona diretamente com o que você vibra, logo com o que você pensa, e logo com o que você acredita. Orai e vigiai irmãos, ou de forma mais popular e menos erudita... “Tome cuidado com o que você fala, e preste atenção no que está acontecendo na sua vida”.

Somos agrupamentos, criados por nossos valores, pensamentos, sintonia e crenças pessoais e grupais e ainda como se não fosse o suficiente, temos todo o contraste criado em nosso interior e exterior sobre cada uma dessas coisas, entenda contraste como aquilo que te faz querer/observar o contrário de uma situação, como estar em uma situação negativa e se almejar a positiva.

O universo, Deus, Olorum, seja qual for sua crença, é tão perfeito que nos dá o direito e escolher como vamos vibrar nas aprovações da vida, e mediante a isso, ele nos encaminha para uma solução ou para uma aprovação ainda maior. A vida sempre ganha esse jogo, ela tem inúmeras formas de te fazer evoluir, pelo amor ou pela dor, pela ausência ou pela presença.

No fim, ninguém está separado de ninguém, como diz o velho ditado, somos todos UM.

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Incorporação em casa, podemos?



por Fábio Silva, mais Um na Banda!


Eu diria que sim e ao mesmo tempo não, mas fica a critério do médium.

Você já soube ou já ouviu alguém dizer que recebe seus guias em casa, numa sala ou quarto?

Particularmente no meio familiar ou para amigos próximos? Em outros casos aberto ao público.

Bom, para iniciarmos esse bate papo precisamos entender um pouco de como funciona essa metodologia de trabalho que ocorre após a incorporação das entidades.

Sabemos que um templo religioso, terreiro de Umbanda possui suas firmezas e assentamentos em pontos específicos da casa para garantir a segurança de todos que ali permanecem, sem falar que o solo é sagrado e previamente preparado astralmente e fisicamente, por guias, mestres e mentores e pelo dirigente espiritual intuído pelo guia chefe da casa.

Altar, onde fica as imagens de guias e Orixás, entre outros elementos, tem por finalidade receber verticalmente as vibrações das divindades de Deus e irradiar em forma horizontal a todos os médiuns e consulentes ali presentes.

Temos também algumas firmezas em pontos específicos para absorção de energia negativas e outros elementos para irradiação de uma força.

Há um outro muito poderoso importante, e fundamental num terreiro de Umbanda, a tronqueira, espaço reservado para a esquerda, entenda esquerda como polaridade eu não algo negativo, onde se firma e assenta elementos diversos, tem por finalidade absorver, encaminhar, desmagnetizar, desagregar, diluir e assim por diante, digamos que funciona como um para raio, qualquer coisa que venha atrapalhar os trabalhos ali realizado, físico ou espiritual de qualquer origem ou poder negativo, é neste ponto que estão os nossos guardiões e protetores, podemos falar a grosso modo que este espaço é onde fica a tropa de choque.

Eu poderia falar mais e mais sobre tudo isso, mas até aqui já deu pra ter idéia do porque não incorporar em casa para fins caritativos, claro que funciona, o problema é que nem sempre o espaço está preparado para receber tal carga, não só o espaço, mas também o médium, afinal de contas você sabe o que cada um trás para seu ambiente? E depois dos trabalhos, onde fica toda a carga negativa ali depositada? Existe algum para raio que recepcione as cargas, ou seja uma tronqueira? Caso ocorra a presença de um obsessor, quem vai segurar? Você está envolvido por uma egrégora de médiuns? São vários fatores que nos fazem pensar sobre tudo isso.

Fazendo uma analogia com o plano físico apenas para termos idéia da tronqueira, imagina uma festa com inúmeros convidados e na porta não ter nenhum segurança para recepcionar a entrada?

Bagunça total não é mesmo?, um problema imensurável.

Uma coisa é a incorporação no ambiente familiar para um recado específico ou em alguns casos faz se a necessidade do guia incorporar para firmar ou assentar algo, mas para consultas e descarrego, recomendo fortemente um templo de Umbanda.

Grande abraço




Fábio Silva

domingo, 14 de fevereiro de 2016

Amizade: Até que a espiritualidade nos separe!?



por Magnus Quandt, mais Um na Banda!

Bom, todos nós sabemos (ou não) as dificuldades e as alegrias quando adentramos no caminho da espiritualidade. Através deste relato irei expressar meus pensamentos através de vivências onde houve alegrias e algumas dificuldades em lidar com a espiritualidade e as amizades.

É natural durante a vida termos afinidades com as pessoas de acordo com o que estamos fazendo e de acordo com a energia que estamos colocando em nosso objetivo. O que quero dizer com isso é que se eu começo a praticar um esporte como o futebol, por exemplo, com certeza irei encontrar muitos outros atletas e alguns deles acabarão fazendo parte da minha vida e consequentemente, seremos amigos pelo simples fato de minha ação e meu ato ter emanado uma energia que foi de encontro com outra pessoa que está emanando a mesma energia, temos o futebol em comum, temos a prática de um esporte em comum, então nos unimos para a prática do futebol e talvez isso faça com que eu me afaste de outras amizades que não tem relação com o esporte ou até que acabam prejudicando o esporte, mas o que isso tem a ver com a espiritualidade?

Esta resposta é bem simples ao meu ponto de vista. Acontece igualzinho quando escolhemos uma religião, principalmente quando exercemos esta religião de maneira forte em nossa vida, para que a gente seja um religioso, temos sim que “abrir mão” de certos costumes de nossas vidas mudando nossa maneira de conduzi-la e isso acaba afastando pessoas de nossas vidas, porém acaba atraindo novas pessoas e a pergunta é, até que ponto isto é saudável, esta nova
aproximação e o afastamento de velhas amizades?

Isso nos coloca em uma situação bem complicada. Acredito que o afastamento do nosso “velho mundo” e dos “velhos hábitos” acaba sendo natural e muitas vezes até mal interpretado, como os amigos que eu costumava me encontrar para tomar cerveja vão entender que eu não sairei mais as sextas-feiras porque eu assumi um trabalho espiritual?

Não há uma resposta concreta para esta pergunta, estamos lidando com pessoas que não tem a mesma crença que você, muitas vezes não tem crença alguma, então fica difícil entender os compromissos espirituais, até mesmo porque algumas pessoas veem isso como um sacrifício e mal sabem eles que isso é um ato de amor.

Certa vez recebi um convite para uma viagem aonde os amigos iriam se reunir para uma “farra”, músicas, bebidas, bagunça, diversão e churrasco.... Muito bom confesso! Porém, felizmente ou infelizmente eu recusei tal convite, ao recusar o convite eu expliquei de maneira tranquila e calma que neste final de semana eu tinha um compromisso espiritual (uma gira de Umbanda, na qual faço parte da corrente mediúnica da casa), então por este motivo eu não poderia participar desta confraternização com os amigos. Como já tinha recusado outros convites, a pessoa que realizou o convite disse “você não acha que é muito novo para ficar fazendo essas coisas? Você precisa curtir mais a sua vida...”, naquele momento, por um breve segundo, pensei “meus amigos não tem a mesma noção de curtir a vida que eu...”, então pensei como as pessoas que não estão na mesma “vibe”, não entendem a importância da caminhada espiritual na minha vida e talvez nunca entenderão, após compreender isso como se fosse um raio em minha mente de mãe Iansã eu respondi (com amor, é claro) “eu estou curtindo a minha vida, não vou a Umbanda porque preciso (no sentido obrigação), vou porque amo, amo separar minhas sextas e sábados para aprender com este trabalho espiritual, eu estou vivendo e curtindo com a espiritualidade e para isso não existe idade, além disso é algo especial”, até hoje não sei se minha resposta foi entendida, porém foi aceita, desde então sempre penso no quanto é delicada esta relação amizade e espiritualidade, não temos como cobrar de nossos amigos algo que eles não entendem e não sentem no coração, mas creio que também não temos que deixar de viver nossa espiritualidade com o “medo” de perder tal amizade por não compreender nossas ausências, afinal muitas vezes nem nossa família entende nossos compromissos... 

Isto é apenas um pequeno resumo de uma vivência para que a gente não se chateie com o outro e não tenha remorso por seguir nosso coração.

Em contrapartida, como administrar uma amizade conquistada durante o trabalho espiritual?

Será que temos maturidade? (respondei rapidamente sem pensar) claro que temos, afinal todo mundo é bacana, todo mundo esta fazendo a mesma “coisa” e todos nós estamos lá para um mesmo objetivo.

Talvez não seja bem assim, lembrando que somos humanos, temos melindres, temos sentimentos e muitas vezes temos pré-julgamentos, vamos pensar assim, a regra da casa não permite o uso de fumo durante as giras de atendimento, acontece que por algum motivo um Guia acende um charuto e agora???

Vamos analisar com duas óticas:

O Médium que esta incorporado com este Guia é SEU AMIGÃO, porque desde que vocês começaram a “trabalhar” na casa vocês tiveram afinidades, seus guias são afins, quando os dois estão em terra eles se abraçam, conversam, falam de seus “Cavalos” se ajudam em suas “mirongas” entre outras coisas... Enfim você o verá com o charuto na mão e pensará – “Que legal, o Guia esta fazendo um trabalho tão forte que precisou de um charuto para ajudar no descarrego, ele sabe o que faz”.

O Médium que esta incorporado com este Guia NÃO é seu amigo e vamos deixar isso mais interessante, vamos dizer que este médium é alguém que você não vai muito com a cara por alguns motivos como, por exemplo, ele é puxa saco (você acha) do Pai de Santo, ele chega atrasado, ele falta com frequência, ele não fala muito com você dentre outras coisas... e agora o que você pensará? Já sei – “Nossa que falta de respeito, o Médium mal vem nas giras e ainda não esta respeitando as regras da casa, deve ser porque ele é puxa saco do pai de santo e acha que pode tudo...”, entre outros pensamentos.

Este foi um exemplo de como podemos ser “enganados” em nosso entendimento do que esta acontecendo pelo simples fato de ter ou não ter afinidade, então eu reforço a pergunta: Será que temos maturidade mesmo para termos uma amizade dentro de um trabalho espiritual? 

Eu acredito que temos que ter muito respeito, muito amor e muito carinho, mas talvez a amizade seja um passo bem delicado e no qual devemos pensar bem antes de tomarmos esta decisão, afinal, o foco é o trabalho espiritual é sabermos que nossa evolução é individual e intransferível e se quisermos ter uma amizade e algo mais “íntimo” temos sim que ter uma certa maturidade e uma visão de amizade leve, entendo também que é extremamente prazeroso ter estas amizades, eles entendem seus compromissos espirituais, eles dividem
histórias com você, eles sentem as dores e alegrias da evolução espiritual junto com você, como não amá-los? Como não querer estar a todo tempo com eles? Como não marcar jantares? Infelizmente não tenho respostas ou opinião formada sobre essas vontades, eu as vivo, eu amo meus amigos "macumbeiros”, mas sempre penso firmemente em meu trabalho espiritual.

Vamos complicar um pouco mais a reflexão, lembra-se do médium seu AMIGÃO, como em um passe de mágica briguem. Ué! Isso nunca aconteceu com você? E agora quem está certo e errado, tudo que ele te disse, toda a ajuda que você recebeu como é que fica? E agora meus Guias vão cumprimenta-lo???

Que sirva de reflexão para entendermos o que estamos buscando em um trabalho espiritual, acredito sim que o caminho espiritual trará grandes amigos e grandes projetos em prol desta caminhada, mas que a gente tenha o cuidado de entender quando é o momento e como faremos para afunilar esta relação.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Estou sempre com Raiva



por Paulo Cesar de Omolu, mais Um na Banda!


Quantos de nos não acorda de mau humor, com raiva e sem paciência? São vários motivos que leva uma pessoa a ser raivosa, rancorosa e sem paciência.

A falta do sono, uma perda, noticia de que está doente e uma situação que sofreu algum tipo de trauma ou maus tratos, esses geralmente são os que desencadeia uma raiva. O mau humor toma conta do coração, reclamamos de tudo, brigamos com tudo e sem perceber entramos em uma raiva profunda.

Se você se encontra nesse estado, LIBERTE-SE pois quem convive com você não é obrigado a aguentar o seu mau humor, suas reclamações, seu temperamento agressivo. A raiva agride o seu corpo e mental, seu mau humor afasta as pessoas de você e se tem algo em seu coração que te traz lembranças dolorida. PERDOA quem a fez, mas o perdão com AMOR.

O rancor adoece o coração, a tristeza te da uma doença como o câncer ou diabetes, a raiva te da vários problemas do tipo: brigas em casa, brigas no trabalho, brigas no transito e por ai vai.

Uma pessoa raivosa na verdade está é com medo, pois é uma maneira que ela ataca o outro para se defender, a raiva é uma fuga dos seus reais sentimentos eu ataco com ira não escuto o que o outro fala e nem dou importância no que está falando porque é só a minha verdade que está certo.

Para lidar com a raiva e descobrir o que leva você a esse sentimento você deve olhar para si olhar o real sentimento, se é raiva, dor, rancor ou medo. Só assim encarando a sua criança interior que ela é que está trazendo isso tudo.

Mãe Oxum, Orixá do sentimentos e do amor nos ajuda nesse estado que encontramos, peça a Mãe Oxum para trazer a calma e que possa te equilibrar, mas pra isso tem que ser verdadeiro com você encarar sem medo e aceitar e trabalhar esses sentimentos.

Prece a Oxum.

Mãe senhora das águas doces, Senhora do mais puro Amor.
Equilibre a minha mente, meu corpo e meu coração.
Encha o meu corpo do seu mel, purifique com suas águas cristalinas os meus piores sentimentos. Liberte-me!
Mãe Oxum me ensina o que é o amor, amor sem medo, amor em mim e com os outros.
Lave-me com suas águas, pois só assim com a vossa ajuda eu aprenderei o que é o amor.
Acalma-me das amarguras, Acalma-me dos medos que só me leva ao abismo mental.
Doce Mãe Oxum com seu Amor e no seu Amor eu entrego o meu ser.

Ora yeye oo Oxum!

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Nas Diferenças da fé - part. II



por Cristiano Trevelino, mais Um na Banda!
Inspirado pelo Caboclo Tupinambá

Vivemos hoje em uma sociedade intolerante, preconceituosa, sem limites quando se trata de religião, pois muitos são os donos da verdade e aqueles que pensam ou agem diferente são os errados na história, não prestam e muitas vezes são taxados como loucos, por sonharem com um mundo melhor sem brigas, sem guerras, com mais amor, paz, tolerância, irmandade e fraternidade.

Todos nós somos a imagem e semelhança do Pai Maior, de uma Energia Cósmica, uma força Maior, seja Ele chamado de Deus, Ala, Zambi, Olorum, Obatalá.

Portanto devemos nos ater aquilo que nos faz semelhantes, parecidos e não naquilo que nos afasta, nos diferencia.

Devemos sempre exaltar aquilo que os irmãos fazem de melhor, não importando a religião, não importando a vertente.

Temos que ter a consciência que todos nós seres humanos somos diferentes uns dos outros, cada um com sua individualidade, cada um com suas necessidades e essências. 

Por conta disso é que existem muitos tipos diferentes de religiões, nenhuma melhor que a outra, todas são boas, pois cada uma se encaixa melhor na vida de cada pessoa, sendo a verdade delas, escolhidas por elas.

Então podemos concluir que todas as religiões são boas, todas fazem bem para as pessoas que as seguem e isso já as fazem dignas de respeito, pois pode não fazer para você, mas para o outro faz, é a verdade dele, que não é melhor nem pior que a sua religião, que a sua verdade, APENAS DIFERENTE!

Hoje as pessoas fazem questão de se distanciarem, de apontarem o dedo, de criticarem, de fazerem o discurso politicamente correto, mas sempre faltando com respeito para com o próximo que não partilha da mesma fé.

Portanto devemos nos abrir mais para o diálogo entre religiões, para que com isso possamos nos desfazer das ignorâncias, dos preconceitos, trazendo mais conhecimento e com isso muito mais respeito para com os outros irmãos de outras religiões, passando assim a convivermos em uma sociedade melhor, mais respeitosa, com mais amor, paz e união, pois como diz na bíblia:
- "Onde dois ou mais estiverem reunidos em meu nome, ali estarei".

Saravá a Umbanda...
Salve todas as Religiões...

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Consciência Religiosa Umbandista


Por Antonio Bispo, mais Um na Banda!
Sacerdote do Templo de Umbanda dos Filhos da Vovó Maria


Por que estudar UMBANDA?

Para aprender o que?

Para se entender sobre o que?

Penso que é para se entender que a UMBANDA É UM ORGANISMO VIVO e em franco desenvolvimento.

E este organismo vivo, vive dentro de nós, UMBANDISTAS.

Estudar e entender sua história é reconhecer a nossa própria história, é saber e dizer de onde viemos, por que viemos, e também vislumbrar um caminho por onde estamos indo.

Pois já nos perdemos outrora, pela falta de conhecimento e de reconhecimento dentro da sociedade.

Creio que estamos na fase da expansão da consciência religiosa UMBANDISTA, impulsionada por esta nova forma de ensinar e praticar Umbanda, adotada pelos Templos Escolas, e destes novos formadores, que abrem cada vez mais o conhecimento aos novos UMBANDISTAS.

Nós, que adentramos recentemente nos trabalhos, não viemos mais apenas pelo AMOR OU PELA DOR. Viemos pelo conhecimento, pela grande magia desta religião DIVINA!

Já não nos contentamos em fazer, queremos entender.

O conhecimento abre portas e janelas, e a mente expansiva do médium, guiada pelos seus guias, se ilumina num arco íris divino sem véus, criando uma nova era para a religião.

Uma era em que há o reconhecimento e o respeito, pois fazemos parte da sociedade, e já não aceitamos viver a margem desta sociedade.

Todas as nossas praticas religiosas tem seus fundamentos, mas não é errado apropriarmos as nossas praticas ao bom convívio dentro da sociedade que é diversificada, pois somente respeitando é que seremos respeitados.

Faltou-nos em outros tempos a consciência de que fazemos parte de um todo e que devemos cumprir e honrar a nossa cota de participação.

NO HINO UMBANDISTA DIZ:

“Avante filhos de fé, pois como a nossa lei não há!”

Qual é a nossa lei?

A nossa lei é a Lei de DEUS.

E é muito mais abrangente porque nos dá muito mais

Responsabilidades, nos obriga ao exercício constante da fé e do amor incondicional, do respeito às diferenças, do olhar fraterno às minorias, da humildade, do conhecimento e reconhecimento, da transformação e da evolução.

Não aceito mais os termos pejorativos para comigo ou para com nossa religião, pois reconheço minha essência divina.

Quero exigir respeito aos meus direitos, más para isto devo ter Consciência de meus deveres.

É A NOSSA LEI.

Estudar de uma forma ampla é procurar adquirir o conhecimento de algo.

Preparar, examinar, ponderar, amadurecer.

Observar cuidadosamente o fenômeno.

Dedicar-se à apreciação, análise e a compreensão.

Entender o organismo vivo que habita o templo mediúnico (corpo do médium), é ter posse de sua certidão de nascimento, é apresentar seu RG a quem questione sua identidade, é saber e reconhecer de fato o seu PAI a sua MÃE, seus irmãos e a sua origem divina.

Conhecendo nosso passado, construímos no presente.

E podemos olhar no horizonte um futuro promissor de respeito e reconhecimento para a nossa religião…

SARAVÁ UMBANDA !

domingo, 13 de dezembro de 2015

O Brado da Umbanda!


por Magnus Quandt, mais Um na Banda!

Neste dia pudemos dar mais um passo em nome da nossa amada Umbanda, um passo grande, um passo largo, um passo merecido e um passo de amor. Neste dia fomos ouvidos, não em forma de protesto, não em forma de um “reclamar”, não em forma de dor, não em forma de tristeza. Neste dia FOMOS OUVIDOS, mas fomos ouvidos como SOMOS, com muito AMOR, com muita descontração, com muito carinho, com muito canto e com muita simplicidade.

NESTE DIA lotamos uma grande livraria em uma área nobre, lotamos e mostramos a força de nossa amada Umbanda, esgotamos livros, nos apertamos no “pequeno” espaço que nos reservaram, transbordamos pessoas e axé por toda livraria...

Ouvimos o chamado, a esperança, a oportunidade de marcamos mais um ponto na história.

Sentimos em nossos corações, em nossa mente, em nossa razão, em nosso espirito, sentimos a necessidade de nos mostrarmos, de batermos no peito e dizer que SIM! NÓS SOMOS UMBANDISTAS, NÓS SOMOS MUITOS, NÓS SOMOS FORTES e NÓS SOMOS UNIDOS COMO UM – COMO BANDA, COMO UMBANDA.

Começamos de maneira tímida, meio sem saber o que fazer, sem saber o que dizer, mas estávamos vestidos com nossos sorrisos, com nosso carinho e com nosso amor, foi quando se ouve o primeiro toque de um atabaque, a primeira saudação, então sentimos aquele arrepio que começou dos pés e foi até o último fio de cabelo, logo surgiu o pensamento, ISSO É UMBANDA, mas onde estamos? Sim estamos em uma livraria, em um shopping localizado em
uma área nobre desta grande metrópole chamada SÃO PAULO, não estamos mais nos escondendo, não estamos mais em um fundo de quintal, não estamos mais afastados da sociedade, não somos mais segredo, somos uma RELIGIÃO, somos a RELIGIÃO DE UMBANDA.

Enquanto aquele primeiro canto ecoava pelos nossos ouvidos e se espalhava na imensidão, essa imensidão astral e material, aquele espaço se tornou pequeno, mas ao mesmo tempo grande, ao mesmo tempo em que não cabia mais ninguém, cabia todo mundo, todo mundo que se encantava com aquele som, com aquele toque com aquela alegria, com aquele amor e com aquela emoção que era visível, era palpável, era ouvida, era sentida e era tocada.

Cantamos com todo nosso amor, com toda nossa voz, com toda nossa força e com todo nosso AXÉ emanado por nossos amados Orixás que ali se faziam presentes reinando em cada um de seus filhos, em cada uma das pessoas que os olhos se enchiam de lagrimas em cada saudação, que seu coração batia mais forte a cada toque do atabaque, que seu corpo arrepiava a cada batida de palma. Em cada palavra e cada canto estava lá também o brado do Caboclo, o estalar de dedos e as palavras doces e poderosas de nossos Pretos-velhos, o irreverencia e alegria de nossos Baianos, o berrante de nossos Boiadeiros, a gargalhada de Exu, o sorriso e olhar sedutor de nossa mãe Pomba gira, o balanço e a força de nosso Marinheiro nos guiando pelos mares das emoções, a alegria e o olhar de criança de nossos Erês, a magia de nossos Ciganos...

Sim todos estavam lá, cada um trazendo sua força de dentro pra fora e de fora para dentro sendo irradiado para todos os lados, NÃO ESTAVAMOS ESCONDIDOS.

Ao cantar o hino, SIM NOSSO HINO, O HINO DA UMBANDA, refletimos a luz divina, mostrando todo seu esplendor, onde há paz amor e alegria que veio diretamente do reino de Oxalá que esta dentro de cada um de nós, esta luz que refletiu em nossos olhos, em nossos corações e em toda a livraria iluminando a cada um dos presentes e a cada um que por ali passava, mostramos que a Umbanda é paz, amor, alegria e a força que nos da vida, sua grandeza nos conduziu até ali e naquele momento LEVAMOS EM MAIS UMA PARTE DO MUNDO A BANDEIRA DE OXALÁ, por isso eu reafirmo meus irmãos, AVANTE FILHOS DE FÉ, como a nossa UMBANDA NÃO HÁ, vamos contar aos nossos filhos, aos nossos netos a cada pessoa, em cada cidade, estado ou país que percorremos, vamos contar que neste dia A UMBANDA CANTOU PARA O MUNDO.


Talvez a gente não tenha noção do que ali houve, talvez não saibamos a dimensão deste trabalho, nem o que será daqui pra frente, mas eu digo uma coisa, essa data não será esquecida, ela será mencionada, ela será compartilhada, ela será reproduzida e não para o ego dos ali presentes, mas como marco histórico que UM DIA a UMBANDA BRADOU para quem quisesse ouvir e até para quem não queria, a UMBANDA MOSTROU QUE É LINDA, FORTE E UMA RELIGIÃO DE MULTIDÃO.

SARAVÁ UMBANDA.

Texto em referência ao dia 09/11/2015 as 19:00 – Noite de Autógrafos e lançamento dos Livros Médium Incorporação não é possessão do Autor Alexandre Cumino e do Livro Cantando e Tocando Ijexá e Barra-Vento do Autor Severino Sena – Editora Madras, que aconteceu na Livraria Saraiva MegaStore do Shopping Pátio Paulista – localizado na rua Treze de maio, 1947 – São Paulo – SP.